Voltar para Página Inicial  
 
A Noiva Perfeita
 

Luis Costa (Alain Chabat), 43, criador de perfumes caros e personalizados, vive as delícias da solteirice sem ter nenhum compromisso ou namorada firme. A última namorada fixa não caiu nas graças de sua mãe e das cinco irmãs. Resultado: foi posta para correr. E são justamente que mãe e irmã, agora, cansadas de levar roupas e preparar a alimentação dele, que exigem uma rápida mudança de situação e que ele se case. E o mais urgente possível.

Diante da impossibilidade de recusar a imposição familiar e se livrar das pressões, ele contrata Emma (Charlotte Gainsbourg), a irmã de seu melhor amigo, para se passar por sua noiva e, no dia do casamento, abandoná-lo no altar, provocando-lhe assim uma decepção tão grande que ninguém se sentirá com condição de pedir-lhe para se casar novamente. A farsa, aos poucos, vai se tornando uma comédia de erros, já que a garota conquista a todos pela família, especialmente a mãe que, encantada com ela, se torna sua confidente. No desdobramento dos acontecimentos, Luis vai percebendo em Emma não apenas uma garota comum, mas uma mulher inteligente, culta e íntegra. E isso provoca uma nova reviravolta nos acontecimentos.

Luis percebe a mulher e seu potencial. Está apaixonado. Mas não se trata de uma paixão à primeira vista, mas uma paixão gerada pela convivência, um tanto às turras e cercada, por isso mesmo, por interesses particulares. Dele, em se livrar das pressões da família. Dela, por ver na situação a oportunidade de ganhar um bom dinheiro “extra”. O filme, portanto, não lida com moralidades e convencionalismos. Existe um contrato e, como todo contrato, se resume na frieza de seus itens. Nele pode tudo, menos sentimentos. Mas é esse elemento fora do contrato que vai, aos poucos, fazendo homem e mulher se descobrirem.

“A Noiva Perfeita” não pretende, e não quer, utilizar-se da psicologia, filosofia ou da intelectualidade para contar uma história de amor. Sua pretensão é apenas contar a história de um solteirão quarentão que assim quer continuar. Começa como uma desbragada comédia familiar, e, lentamente, vai se assumindo como uma comédia romântica, contendo um humor bem coordenado que facilmente conquista a simpatia e a gargalhada do espectador que, ao final da sessão, sai do cinema de bem com a vida – e o riso.

 

 
Histórico      
Retornar para Página Inicial