Paola Carosella, jurada do “MasterChef Brasil”, da Band, concedeu uma entrevista reveladora à revista Marie Claire deste mês. À publicação, a cozinheira de 43 anos falou a respeito da infância difícil que teve em Buenos Aires e a morte trágica de seus pais.

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“Vivia em Morón [cidade a 17 km de Buenos Aires], em um bairro da periferia. Era um lugar feio e pobre, mas nossa casa era espaçosa, ficava perto de onde meus avós paternos moravam. Foi assim até os meus 3 anos, quando meus pais se separaram. Meu pai [Roberto Carosella, morto em 2000, aos 56] era maníaco-depressivo e foi difícil para minha mãe manter o casamento. Como ainda não existia divórcio legal na Argentina, meu avô deu uma grana para ela comprar um apartamento em Buenos Aires para viver comigo. Só revi meu pai três anos depois, quando já estava internado em um hospital psiquiátrico”.

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Diante do episódio, a jurada contou sobre a ruptura familiar, pela qual passou, por parte de pai.

“Para o meu avô, um imigrante italiano bruto e pró-Mussolini, ter um filho com problemas mentais era uma vergonha. Minha mãe se magoava por não receber apoio dos sogros, que tinham condições financeiras para ajudar. Ela tentava cuidar do marido, dar tratamento adequado, mas, ao mesmo tempo, tinha que cuidar de mim”.

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A jurada do MasterChef então disse se tinha alguma lembrança de seu pai desta fase.

“Quase nenhuma. Sei que ele era um fofo, mas, quando surtava, sumia, passava três dias dirigindo sem dormir… Quando o reencontrei, devia ter uns 5 anos. Meus avós me levavam para visitá-lo. Os remédios para doenças mentais naquele tempo eram fortíssimos e, quando o via, sempre estava muito medicado”.

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Questionada pela revista de que maneira seu pai havia morrido, Paola foi curta em sua resposta: “Ele se enforcou”.

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Na época, a cozinheira tinha 28 anos e já morava em São Paulo. Ela contou que por conta do problema, teve pouco tempo para desenvolver uma relação próxima a ele.

“Quando perdi minha mãe, em 1999, me aproximei dele e tentei ajudá-lo. Meus avós o haviam deserdado e, toda vez que ele surtava, o internavam em manicômios públicos, uns lugares terríveis… Procurei advogados, pois queria fazer com que meu pai tivesse direito à herança. Assim, poderia comprar um apartamento para ele, onde tivesse acompanhamento terapêutico. Nossa relação era carinhosa, mas parecíamos mãe e filho, já que era eu quem cuidava dele. Alguns meses depois, já em 2000, tive que deixá-lo”.

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Paola então contou que foi convidada para trabalhar num badalado restaurante da cidade.

“Fui convidada para trabalhar em São Paulo. Minha vida virou de cabeça para baixo! Sem falar português, chefiava uma cozinha que atendia 1.500 clientes diariamente. Mas avisei meu pai: “Vou deixar nosso plano em stand-by e volto pra gente retomar”. Mas ele não segurou a onda e se suicidou”.

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Nesse momento, ela revelou o que havia acontecido antes com sua mãe: “Ela morreu afogada, na piscina da nossa casa em Buenos Aires”.

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Carosella disse não acreditar em suicídio.

“Eu estava trabalhando, não tinha ninguém em casa. Acho difícil que ela tenha se matado, apesar de saber que não era feliz. Provavelmente foi um desmaio na piscina, talvez pelo efeito de um antidepressivo, por não ter comido direito, uma hipoglicemia… Acho que ela se deixou ir”.

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Por fim, Paola contou como lida com essas perdas tão dolorosas.

“A gente nunca sabe quando vai se recuperar das nossas feridas. Posso até dizer que ficou tudo bem, mas sei lá se já extravasei toda a minha dor… Às vezes a deixo escapar em um berro, quando me abalo demais vendo minha filha [Francesca, 4] se comportando mal, ao me questionar tanto e nunca relaxar… Sempre penso que poderia ter minha mãe aqui comigo, linda e inteligente, ainda jovem com seus 63 anos… [Paola se emociona e chora.]”.

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